Natália Bonavides

Neste 8 de março, mulheres ocupam e paralisam fábrica do grupo Guararapes

Nessa manhã (8), Mulheres Sem Terra e da Marcha Mundial das Mulheres ocupam e paralisam a produção da empresa do Grupo Guararapes, em Extremoz-RN.

São cerca de 800 mulheres, vindas de vários municípios do estado que, com muita ousadia, denunciam a articulação empresarial que patrocinou o golpe na presidenta Dilma e vem impondo um pacote de medidas contra a classe trabalhadora.

De acordo com Vanuza Macedo, dirigente nacional do MST, Flávio Rocha, dono da Guararapes, da Riachuelo e candidato ao governo estadual, “representa a hipocrisia do empresariado brasileiro, que saqueia direitos junto a políticos como Rogério Marinho (PSDB) – relator da Reforma Trabalhista”. A militante destaca que “desde a década de 50, seu grupo empresarial se beneficia de isenções fiscais sendo financiado pelo poder público. De 2009 a 2016, em período de crise econômica no Brasil, sua empresa chegou a receber financiamento público de 1, 4 bilhão de reais”.

Neste sentido, em período de aprofundamento do golpe, de ataques à democracia, a ação das mulheres segue para causar prejuízo aos que tem lucrado com a Reforma Trabalhista.

De acordo, com Cláudia Lopes, da Marcha Mundial das Mulheres, “assim como as mulheres foram as primeiras a denunciar o golpe, em 2016, esse ano, nosso 8 de março, vai dar nome aos bois, aos que patrocinaram o golpe, exploram os trabalhadores e trabalhadoras e se apropriam dos recursos públicos, principalmente em um momento em que o cortes e a retirada de direitos é justificada por um rombo na receita”.

Com faixas, panfletos, palavras de ordem e batucada, as mulheres denunciam e dialogam: “reforma trabalhista é escravidão. Só quem lucra é o patrão”.

*Divulgado pela Marcha Mundial de Mulheres

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