Natália Bonavides

Fala Fátima!

O Página 13 entrevistou a senadora Fátima Bezerra, pré-candidata ao governo do estado do Rio Grande do Norte pelo Partido dos Trabalhadores. Na entrevista a senadora fala sobre conjuntura local e nacional. Confira!

Página 13: Fátima, o seu nome aparece sempre em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto para o Governo do RN. Como evitar o “salto alto” e o “já ganhou”?

Fátima: Vivemos um momento extremamente delicado da história de nosso país, de ruptura democrática, de partidarização da justiça. Aceitei o desafio de ser pré-candidata do PT ao governo do RN sabendo que não se trata de um momento qualquer. Em tempos difíceis, de descrédito da política, é gratificante o incentivo que tenho recebido dos potiguares, em cada pesquisa eleitoral. Nossa caminhada será feita com humildade e desde já conscientes de que não será uma disputa fácil. Com muita firmeza e determinação, nós iremos em busca de conquistar não só a eleição para o governo, mas também vencer a disputa para o Senado, retomar a cadeira na Câmara Federal e ampliar nossa presença na Assembleia Legislativa. Não vai ter salto alto. Vai ter ‘pé no chão’, muito debate e muita militância.

Você concorda que o mais difícil poderá vir depois da eleição, após uma possível vitória nas urnas?

O Rio Grande do Norte enfrenta uma grave crise fiscal, mas entendo que não se trata apenas de um problema local. O mundo viveu uma grave crise econômica, com reflexos perversos nos países em desenvolvimento, e o receituário para o enfrentamento da crise piorou ainda mais as condições de vida das classes trabalhadoras em todo o mundo. Infelizmente, o atual governo do RN aderiu a esse receituário e tem buscado enfrentar a crise estadualizando a política de austeridade do governo Temer.

O próximo governo do Rio Grande do Norte terá de fazer um imenso esforço para ajeitar a casa, colocar as contas em dia, retomar a capacidade de investimento, priorizar as políticas públicas em segurança, saúde e educação, gerar emprego e renda. Neste sentido, nós do PT já estamos em campo junto a técnicos e especialistas de diversas áreas para levantar um diagnóstico do quadro atual do estado. Precisamos entender, por exemplo, o que fez o Rio Grande do Norte seguir um caminho diferente de estados como a Bahia, o Ceará, o Piuaí e o Maranhão, que conseguiram manter a capacidade de investimento e pagar o funcionalismo em dia.

O que levou o nosso estado a essa situação de caos? De posse dessas informações, vamos dialogar com os nossos aliados e submeter nossa proposta para o Rio Grande do Norte aos diversos segmentos da sociedade.

O ex-presidente Lula foi preso sem crime e sem provas. Caso a injustiça cometida contra Lula tenha continuidade, qual será o lugar de Lula na campanha?

Lula é um preso político e foi tirado de cena para não disputar e vencer as eleições. A população do Rio Grande do Norte, e do Nordeste de uma forma geral, tem consciência dessa triste realidade. Eles sabem que encarceraram não só o homem, mas o legado de inclusão, de justiça social, de soberania da nação. Os que golpearam a democracia jamais aceitariam a volta desse Brasil. Lula está preso sem provas, portanto, cumpre pena de forma ilegal e continua sendo nosso pré-candidato.

Nossa campanha seguirá a trilha do debate programático, sem demagogia, sem soluções simplistas, e ao mesmo tempo continuaremos a luta em defesa da liberdade de Lula, seu legado e da democracia.

Na sua opinião, quais deveriam ser as três ações prioritárias do próximo governo do Rio Grande do Norte?

Quando falamos em Poder Executivo pensamos inicialmente na solidez e organização dos recursos públicos, nas políticas públicas implementadas nas diversas áreas e no planejamento a curto e longo prazos. É preciso avaliar as contas públicas, enxergar onde existe irregularidade e desperdício de recursos e verificar possibilidades de recuperação da capacidade de investimento do estado. No caso do RN, é imperativo identificar formas de sanar os gargalos da folha de pessoal e previdência; desonerações e contrapartidas; identificar ações em Segurança, Saúde, Educação, entre outras coisas.

Nós não abriremos mão de um projeto de governo que priorize o diálogo democrático, participação popular, transparência e zelo com a coisa pública. Queremos debater o caminho a ser trilhado com a população do Rio Grande do Norte, com seriedade, compromisso e honestidade. 

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